É sempre assim. Mas nunca é sempre igual.
São dias de deboche, de desprezo e descaso. Onde quem vota não se respeita. E quem se elege nada faz.
Ou faz, rouba mas faz… faz negociata, corrompe, sonega, trafica e chuta os países baixos da nação.
Morreu João Hélio. Alguém lembra? Chacina da Candelária e Isabella Nardoni. Quem se lembra?
Amanhã vai ter mais.
Vai ter assalto na rua de trás, roubo na rua da frente, discurso no palanque ao lado e churrasco na laje quente.
E nada muda. Ou, se muda… piora.
Seres sujeitos a balas perdidas, sequestros relâmpago, impostos sem fim. São nascidos aqui, viventes e sobreviventes, lutando contra tudo e todos, contra a pobreza e ignorância, contra o desemprego, a violência e o clima também, morrendo e vivendo em filas de hospital, de banco, de espera.
Espera por tudo e por nada, afinal grande parte do todo nem pensa. E pouco sabe. Pouca instrução, pouca sensibilidade, nenhum conhecimento.
Viva o Brasil! Viva a terra de tiroteios, criminalidade, polícia refém de bandido e de helicóptero abatido. Espaço pra ignorantes e machistas que matam namoradas, esposas ou batem em idosos, queimam índios e ignoram direitos. País do ócio, do vulgar e de mãe que joga filho no lixo ou na lagoa.
País de PACs e poucas… poucas atitudes, poucas alegrias, poucas oportunidades!
Viva o poder que no ato, na rima nos faz menores e dispensáveis.
Viva o poder do Brasil que se alimenta da desgraça de almas, pobreza de vidas e escárnio profundo.
É sempre assim. Mas nunca é igual.
Afinal o crime é impune, a olimpíada e a copa do mundo justificam os meios! Mãos ao alto! Mãos nos cofres!
Mãos leves!
Blogbeijos. Amanhã tem mais, mas diferente.
