16 de outubro.

A brincadeira é tão simples de aprender quanto andar de bicicleta.
Começa cedo também e não depende de muita gente para começar.
E por falar em começo, basta uma festinha em casa. Ou na laje num churrasco e um pai querendo fazer graça com o filho, diante dos amigos.
“Vejam só como ele gosta de cerveja”, diz o orgulhoso progenitor!
E lá está o pequeno ou pequena, vertendo aquele líquido amargo e espumante para gozo de todos!
A cara feia e a sensação de gosto ruim, diferente de sorvete, coca-cola e pirulito se perde entre risadas e deboche dos mais velhos acostumados a encarar a vida amarga com coisas bem piores! Na próxima festa, no próximo evento social ou familiar a coisa vai se repetir.
Na televisão a brincadeira acontece ainda muito forte em filmes e novelas onde muita gente saboreia com calma algum líquido amarelado ou transparente em copos pesados e cheios de gelo. E em inúmeros comerciais engraçadinhos, animados e felizes em que tudo é permitido.
A brincadeira corre solta e cada vez mais se vê gente de todas as idades nela. Desde muito cedo!
A coisa toda infelizmente é levada sempre na brincadeira e cada vez mais se forjam novas gerações de consumidores de alcool neste nosso País.
A história é sempre a mesma: “Vou beber só um gole”. Ou “eu bebo apenas socialmente”. As frases são muitas, e todas justificam o injustificável!
Não é questão de ser chato, moralista ou careta! A verdade é que se bebe demais por aqui! Usa-se a bebida como agente socializador em escolas, comunidades, bailes, clubes e onde mais a imaginação fértil de quem brinca puder estar!
Quem brinca com ela ao longos dos anos, além de virar refém do vício, poderá ter graves problemas de saúde sem falar no risco que corre aquele que bebe além da conta e tenta dirigir depois disso. Aliás, é nesta hora a brincadeira deixa de ser solitária! É quando quem bebe coloca em jogo a vida de outras pessoas.
Gente nas calçadas e passeios públicos que vira alvo fácil de motoristas irresponsáveis. Ou também, gente como a esposa e filhos que apanham por conta da embriaguez destes brincalhões!
Seria cômico se não fosse trágico. Em geral o povo desta terra é tão escravo deste vício que nem impondo leis se consegue controlar o ímpeto de quem gosta de encher a cara. Aliás, chega a ser ridículo ver nos telejornais matérias mostrando acidentes em ruas e estradas onde além do motorista estar embriagado, a cena do acidente sempre contém garrafas e latinhas diversas.
Mas parece que está tudo bem… tudo certo! Eu é que não devo saber brincar!
Blogbeijos com gloss, cheiro de pimenta e mto amor!

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