EDITADO: Antes de mais nada, para Você que entra no meu blog um pedido meu de desculpas. Me desculpe se te trato com algum carinho e educação, usando palavras meigas ou delicadas. Eu realmente sou assim, e escrevo desse jeito pq penso dessa forma e não por miguxismo ou frescura. É algo meu.
Porém, se vc se incomoda com isso quando eu escrevo aqui ou comento no seu blog, por favor me avise que eu paro. Afinal ninguém é igual a ninguém.
E acho que ninguém precisa aguentar nada assim.
Outra coisa: Me mudar à estas alturas da vida em relação justamente a isso eu não vou, nem poderia, mas posso evitar(isso vale mesmo que Você nem leia meus posts regularmente). É isso e obrigado pela paciência.
E não é que outubro chegou?
Que louco isso! Parece que foi ontem que se estava brindando o Natal de 2008 e já estamos diante de mais um final de ano!
E como os meses e dias tem parecido mais curtos, cada vez mais não é? Pelo menos eu tenho esta sensação!
Aliás, mesmo nos dias mais cheios da minha vida, quando além de trabalhar na agência, e na rádio, eu dava aula, fazia faculdade, teatro, e namorava, meus dias não pareciam tão curtos. E eu me refiro ao tempo mesmo, horas que parecem minutos!!
Enfim, lá vamos nós para mais um ano! Se for contar 2000 como sendo desta década, o novo ano será o décimo primeiro à ser vivido!
Quanta coisa aconteceu e deixou de acontecer em tantos anos de um novo século.
Bom, e para começar o mês, um post light falando em cinema.
Dois filmes.
Para quem está acostumado com os blockbusters e demais filmes da moda, aqui vão duas indicações mais antigas de filmes diferentes mas que são muito interessantes de se ver!
O Tambor.
Este premiado filme do diretor Volker Schlöndorff adapta para a tela grande, toda a história do livro homonimo escrito por Günter Grass(Die Blechtrommel). Assistindo o filme, vc verá que por trás da irônica trama, existe uma crítica mordaz e cáustica em relação a sociedade da época. A história se passa na Polonia, e conta de modo quase estilizado como vive a pequena burguesia de uma cidadezinha onde Oskar, o personagem principal se desenvolve. Em linhas gerais, Oskar se recusa a crescer e passa pelas diversas cenas do filme e fases de sua vida, preso ao seu corpo infantil de quase 05 anos de idade. Não vou contar desta vez o que faz ele ficar assim, nem o desfecho mas acredite, o filme é instigante, provoca sensações e questionamentos diversos! Vale ver mesmo!!!
Escrevi que foi premiado, pois bem… foi sim: Oscar de melhor filme estrangeiro(1980), Cannes na categoria de melhor filme(1979); Prêmio Bodil de melhor filme europeu, na Dinamarca(1980). Além de melhor filme estrangeiro no festival da Academia Japonesa de Cinema em 1992.
Minha vida de cachorro.
Assistí este filme num momento único da minha vida. Quando fazia arquitetura ainda, comecinho de faculdade com uma amiga super gente boa, mas que eu perdí contato há tempos. Na verdade, ela já havia assistido o filme antes com umas amigas e fez questão de me levar pq achou a narrativa diferente, densa, intensa e marcante.
Achei a mesma coisa! E é aquele filme que vc assiste e se pergunta, pq não há mais filmes assim, despretensiosos, leves e com tanto conteúdo pra reflexão. Aliás, cabe aqui um comentário: Adoro filmes que me façam rir ou entrar num mundo paralelo de ficção e diversão. Porém eu confesso que sou mais apaixonado ainda quando o filme me faz pensar. Me deixa marcas e questionamentos!
Dito isso, vamos ao filme! O então desconhecido diretor Lasse Hallström constrói uma trama muito bem costuradinha sobre o mundo dos anos 50, no século passado. Em especial numa pequena comunidade situada na Suécia. Mta ingenuidade, emoção, lágrimas e risos na história que conta a trajetória do pequeno Ingemar que perde a sua mãe e tem que se mudar para outra cidade, onde vai morar com parentes. A saudade de sua mãe e as descobertas no novo mundo vão permear a narrativa que privilegia também o momento histórico, inclusive fazendo referências ao início da corrida pela conquista do espaço entre russos e americanos. É delicado, é sensível e justifica as indicações para os prêmios de melhor diretor e roteiro adaptado no Oscar de 1985.
Blogbeijos e até amanhã!! Com amor e cheiro de pimenta no ar!
