Ontem escreví sobre a paciência.
Muita gente realmente acha que não tem paciência. E é verdade, basta olharmos a nossa volta neste momento.
No trabalho, na escola, em casa, no clube ou num simples contato pela net ou por telefone, torpedo e afins.
Não temos paciência para ouvir, nem pra falar. Não gostamos de esperar, nem respeitamos quem nos faz esperar.
No trânsito, na rua, nas filas… ninguém para para pensar pq está tudo tão acelerado. E muito menos no fato de que ninguém reage ou funciona na mesma velocidade que a gente.
Isso fica pior ainda na relação entre os mais novos e os mais velhos. Não falo na simples relação entre adolescentes e idosos, quando geralmente existe uma reação de deboche dos mais novos pra com os mais velhos, quando estes instintivamente começam a contar suas histórias, sem perceber que por vezes nem estão sendo ouvidos.
O ponto que eu quero tocar é sobre os bem mais novinhos! É comum demais, eles que chegaram agorinha no planeta acharem que sabem mais, sempre mais do que seus pais, tios, avós e até irmãos mais velhos.
E eles o fazem em conversas em que precisam ser as estrelas, nem que para isso acabem sendo arrogantes, birrentos, chatos e por vezes ignorantes. É comum ver crianças assim! Meninos e até meninas que não tem paciência para explicar aos pais como funciona um videogame de última geração, um DVD player novo ou pq determinado personagem não voa em um anime, filme ou peça de teatro.
Como se eles soubessem tudo e os pais ou mais velhos tivessem toda a obrigação do mundo de saber de tudo.
Na mesma medida, porém inversamente o que pais ensinam nunca serve. É sempre chato e careta.
Porém, o que estas crianças que tudo sabem não imaginam é que um dia provavelmente serão mais velhas também. E quem sabe terão filhos sabe-tudo também.
Outra coisa: Depois que minha mãe colocou marca-passo, comecei a viver mais intensamente ao lado dela, em situações cotidianas que não aconteciam antes. Idas à banco, mercado, lojas, etc ao lado dela tem se mostrado ricas para o aprendizado da paciência e do amor. Há que se ter paciência sempre. Não pela idade dela em sí ou limitações. Mas básicamente pq ela teve comigo sempre. E nunca me cobrou por isso. E isso tudo inclui também limpar fraldas, dar banho, ensinar a falar e andar!
E olha que nunca é simples! Mas a tendência é aprender. É andar mais devagar para não forçar. É dizer palavras boas na hora certa e não dizer outras na hora errada e mais, é tentar ser útil. Nem que seja apenas amando. Ou orando.
Neste momento novo de vida, vejo várias vezes por ai pessoas maduras andando com os pais, velhinhos já, quase sem conseguir andar ou falar direito. E são raros os casos onde os velhinhos são tratados com carinho. Dá uma certa dor no coração isso… até pq nossos velhinhos não durarão para sempre. Nem nós.
Um blogbeijo e muita paz, luz e amor pra Você!
Ps.: Não esquecendo que hoje é dia de festa!
Hoje é aniversário de uma grande(literalmente tb)amiga! Mayara, menina doce, bonita, inteligente e tão presente com sua delicadeza de alma, pureza de ser e modo único de ver a vida… fofíssima! Parabéns e obrigado pela tua amizade querida!! =)
